terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sopro da vida

Hilda Antunes Córdova 

Sete véus, sete cores cintilantes
Sonhos que vêm e que vão,
Como as ondas sedosas do mar azul
A rolar no colo da mãe terra.

Melodias sonoras incansáveis se elevam
Em meio à brisa mansa a beijar o céu.
Olhar o mar -- sentir  o mar
Fartar-se em fantasia  subir além pés;
Sentir na pele o sopro da vida
Viver então!

Além do mar o céu se atém
Ambos se imitam,
Vezes o céu nas águas -- vezes as águas no céu.
A revoada de nuvens fazem  o homem pensar macio
Buscar solução, descobrir o ato de amar o amor carnal.

Sim, pois este é complexo e deveras traiçoeiro.
Ao mesmo tempo em que está certo é possível se reverter
Tornando-se dissabores,
Onde os mais lindos sonhos já não são azuis.

Viver assim é navegar o oceano turbulento
Sofrer o naufrágio em solidão
Buscar a luz no fundo do poço,
É encontrar a solução.
Neste caso o amor Universal
Este é leve, livre e fato
Viver então (...)    

                                             Balneário Arroio do Silva/SC, 12fev12